A urna eletrônica que vai processar as eleições de 2010 se tornou tão segura quanto os caixas eletrônicos. A afirmação é do vice-presidente da Diebold, Carlos Alberto Padua, ao demonstrar o equipamento no Ciab 2010. A fabricante foi a vencedora da licitação pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o fornecimento, até o mês de agosto, de 165 mil urnas, pelas quais o TSE pagará R$ 204 milhões.

As novas máquinas trazem algumas inovações. A principal delas é a troca do chip da AMD pelo Atom da Intel. Segundo a Intel, a nova urna é um projeto inédito no mundo no uso dos processadores embarcados da companhia.

A urna conta agora também com display colorido e exibe a foto do eleitor que já foi recadastrado para ser reconhecido por biometria nas cidades em que esse tipo de autenticação será exigido. Nestas eleições, 65 municípios brasileiros vão identificar os eleitores pela impressão digital e a fotografia.

A segurança do hardware da máquina ganhou outros mecanismos para proteção dos dados, que segundo Padua, tornam a urna inviolável. Ele informa que o equipamento autentica todos os módulos e trava o funcionamento caso detecte algum sistema diferente dos validados pelo TSE. Ele diz que a segurança para a máquina das eleições foi desenvolvida por uma equipe que tem larga experiência nessa área por causa da fabricação dos ATM para bancos.

Essa foi a sexta licitação que a Diebold venceu para fornecer urnas para as eleições brasileiras. O TSE realizou oito, sendo que em 1996 e 2002, as máquinas foram fabricadas pela Unisys. Em 2008, o contrato previa a entrega de 58 mil equipamentos e para 2010 o volume quase triplicou.

Para atender esse prazo, a empresa investiu US$ 1,5 milhão em uma nova fábrica em Santa Rita do Sapucaí (MG), que opera a todo vapor para dar conta de uma produção diária de duas mil urnas por dia. A produção começou em abril e Padua justifica que para atender esse volume foi necessário implantar uma linha de montagem somente para o projeto.

“Depois essa fábrica será aproveitada para revitalização de ATMs”, conta o executivo. Atualmente os terminais bancários da empresa são produzidos na planta de Manaus. A unidade de MG gerou 470 empregos diretos.

O gerente de serviços profissionais da Diebold, Marco Aurélio Rodrigues, acrescenta que um dos motivos para a escolha da cidade mineira para instalação da nova planta foi em razão da proximidade com o porto seco de Varginha e pela facilidade em encontrar profissionais qualificados. “Após as eleições é possível que tenhamos que adequar essa mão-de-obra de acordo com a atividade de revitalização de ATM”, afirma.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/06/09/urna-eletronica-para-eleicoes-2010-tera-seguranca-reforcada/