Quem diz que os games são incapazes de ensinar qualquer coisa útil para as pessoas precisa rever seus conceitos. O jogo Farmville (popularmente conhecido como “Fazendinha”) por exemplo, acaba de ensinar a um jovem de 12 anos a importância de conceitos como “lucro”, “dívida” e “limites para usar o cartão de crédito da mãe sem permissão”.

Segundo o britânico Guardian, o garoto gastou cerca de R$ 2.400 (900 libras esterlinas) no jogo de administração de fazendas virtuais. O game da produtora Zynga é gratuito, mas permite a compra de itens para quem quiser acelerar seu crescimento. O aspirante a latifundiário usou parte de suas economias, mas o maior auxílio veio do cartão de crédito da mãe: 625 libras (ou R$ 1.700) em apenas duas semanas.

A mãe conta que só descobriu o uso do cartão tarde demais, e só teria direito a reembolso se prestasse queixa na polícia. Ela logo desistiu disso, porque acabaria transformando seu filho em um criminoso. Ela não culpa os produtores do jogo, nem o Facebook ou a empresa de cartão de crédito, mas diz que deveria haver algum tipo de “alarme” quando fossem detectados gastos exagerados em um curto espaço de tempo em jogos desse tipo.