Assessores do presidente Lula envolvidos na formulação do Plano Nacional de Banda Larga concluíram que a melhor opção neste momento é entregar à operadora Oi/Telemar o controle da rede a ser implantada no País. Depois de uma série de reuniões nos últimos dias com executivos da empresa, e também com a participação dos atuais ministros do Planejamento, Comunicações e Casa Civil, a idéia agora deverá ser levada ao presidente, a quem cabe a decisão final.

Segundo o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, a empresa tem condições de gerenciar o sistema, “desde que o governo garanta algumas ´alavancas´ para que o preço-alvo possa ser atingido”. Os assessores de Lula querem garantir que as tarifas fiquem na faixa entre 15 e 35 reais por mês, e o preço médio cobrado pela Oi atualmente está em torno de 50 reais por uma conexão de 600Kbps, de acordo com Falco. Para chegar a R$ 35, a operadora quer incentivos fiscais e apoio financeiro do governo.

“A premissa é você utilizar todas as infraestruturas disponíveis. Hoje você tem quatro backbones: o da Intelig, o da Embratel, o da Oi e o da Eletronet. Qualquer um desses poderia atender o Brasil sozinho. Mas uma combinação deles dá mais segurança na oferta”, diz Falco. O executivo diz ter sugerido ao governo adotar na banda larga um esquema semelhante ao programa Luz para Todos, usado no setor de energia, em que há parceria com as distribuidoras privadas.

Herdeira da maior rede instalada de fibra óptica no País, que pertencia à Brasil Telecom, a Oi obteve grande apoio financeiro do governo na compra da BT, com empréstimos do BNDES, Banco do Brasil e fundos de pensão que somaram mais de R$ 4 bilhões. Atualmente, o BNDES e os fundos detém 49% do controle acionário da operadora, que é a maior do País em número de assinantes.

Fonte: http://revistahometheater.uol.com.br/site/tec_noticias_02.php?id_lista_txt=6283