Há algumas décadas, as empresas têm migrado dos departamentos de TI centralizados para o modelo descentralizado, o qual prevê que pequenos grupos de profissionais de tecnologia trabalhem dentro das áreas de negócio. Mas a necessidade urgente de cortar custos, impulsionada pela recente crise financeira internacional, fez com que muitas empresas revissem esse modelo. Elas perceberam que ao deixar os ativos de tecnologia em um mesmo local, conseguem facilitar o desenvolvimento, a virtualização de servidores, a gestão dos dados armazenados, o cloud computing (computação em nuvem) e a terceirização.
A centralização também torna mais simples a criação de uma estratégia efetiva para recuperação de desastres, ao mesmo tempo em que minimiza trabalhos redundantes, permite obter descontos maiores com os fornecedores – por conta dos volumes negociados – e diminui os gastos com manutenção e treinamento, graças à padronização.
Em meados dos anos 90, havia uma tendência de as empresas optarem por ambientes híbridos de TI. Eles previam uma unidade de serviços compartilhados e grupos de profissionais de tecnologia distribuídos pelas unidades de negócios para atender às demandas específicas.
Um estudo conduzido pela consultoria Booz & Co., em2008, já indicava que esse modelo híbrido tinha produzido alguns resultados ‘desapontadores’. Após ouvir 1,5 mil gestores de TI e clientes internos das unidades de negócio, o levantamento descobriu que as equipes de tecnologia eram melhor percebidas pelo resto da empresa quando elas atuavam dentro de um modelo centralizado. Isso porque, o formato tornava a tomada de decisão mais rápida e mais alinhada à estratégia da organização.
O resultado soa como uma vitória da centralização, mas o estudo da Booz descobriu que a questão do organograma não é a verdadeira chave para garantir a eficiência da TI. O fator mais importante, segundo o estudo, é a ‘decisão certa’ (de como fazer os investimentos em tecnologia) e o ‘fluxo de informações’ (como a TI se comunica com as áreas de negócio).
Além disso, a consultoria descobriu que as organizações mais eficientes têm CIOs que se reportam diretamente ao CEO e que apresentam um perfil inovador e empreendedor.
Números conclusivos
Algumas estatísticas recentes evidenciam essa preferência pela TI centralizada. Um recente estudo da Computerworld detectou que 37% dos 312 CIOs consultados apontam que seus departamentos serão cada vez mais consolidados nos próximos anos. Ao mesmo tempo, um levantamento da IBM, com 2,5 mil decisores de TI de todo o mundo, apontou que 76% deles projetam que as estruturas de tecnologia tendem a sofrer uma forte centralização em cinco anos.
Para o consultor em gestão de TI Harwell Thrasher existem três motivos para a centralização:  reduzir custos, melhorar a eficiência e ganhar mais controle sobre a operação.
Com tecnologias como virtualização e gestão remota fazendo com que as infraestruturas de TI sejam mais econômicas, as companhias que um dia optaram pela descentralização tendem a rever seus modelos, segundo  Thrasher.

Há algumas décadas, as empresas têm migrado dos departamentos de TI centralizados para o modelo descentralizado, o qual prevê que pequenos grupos de profissionais de tecnologia trabalhem dentro das áreas de negócio. Mas a necessidade urgente de cortar custos, impulsionada pela recente crise financeira internacional, fez com que muitas empresas revissem esse modelo. Elas perceberam que ao deixar os ativos de tecnologia em um mesmo local, conseguem facilitar o desenvolvimento, a virtualização de servidores, a gestão dos dados armazenados, o cloud computing (computação em nuvem) e a terceirização.
A centralização também torna mais simples a criação de uma estratégia efetiva para recuperação de desastres, ao mesmo tempo em que minimiza trabalhos redundantes, permite obter descontos maiores com os fornecedores – por conta dos volumes negociados – e diminui os gastos com manutenção e treinamento, graças à padronização.
Em meados dos anos 90, havia uma tendência de as empresas optarem por ambientes híbridos de TI. Eles previam uma unidade de serviços compartilhados e grupos de profissionais de tecnologia distribuídos pelas unidades de negócios para atender às demandas específicas.
Um estudo conduzido pela consultoria Booz & Co., em2008, já indicava que esse modelo híbrido tinha produzido alguns resultados ‘desapontadores’. Após ouvir 1,5 mil gestores de TI e clientes internos das unidades de negócio, o levantamento descobriu que as equipes de tecnologia eram melhor percebidas pelo resto da empresa quando elas atuavam dentro de um modelo centralizado. Isso porque, o formato tornava a tomada de decisão mais rápida e mais alinhada à estratégia da organização.
O resultado soa como uma vitória da centralização, mas o estudo da Booz descobriu que a questão do organograma não é a verdadeira chave para garantir a eficiência da TI. O fator mais importante, segundo o estudo, é a ‘decisão certa’ (de como fazer os investimentos em tecnologia) e o ‘fluxo de informações’ (como a TI se comunica com as áreas de negócio).
Além disso, a consultoria descobriu que as organizações mais eficientes têm CIOs que se reportam diretamente ao CEO e que apresentam um perfil inovador e empreendedor.
Números conclusivos
Algumas estatísticas recentes evidenciam essa preferência pela TI centralizada. Um recente estudo da Computerworld detectou que 37% dos 312 CIOs consultados apontam que seus departamentos serão cada vez mais consolidados nos próximos anos. Ao mesmo tempo, um levantamento da IBM, com 2,5 mil decisores de TI de todo o mundo, apontou que 76% deles projetam que as estruturas de tecnologia tendem a sofrer uma forte centralização em cinco anos.
Para o consultor em gestão de TI Harwell Thrasher existem três motivos para a centralização:  reduzir custos, melhorar a eficiência e ganhar mais controle sobre a operação.
Com tecnologias como virtualização e gestão remota fazendo com que as infraestruturas de TI sejam mais econômicas, as companhias que um dia optaram pela descentralização tendem a rever seus modelos, segundo  Thrasher.

Fonte: http://cio.uol.com.br/gestao/2010/03/09/centralizacao-de-ti-modelo-volta-a-ser-usado-pelas-empresas/