O Brasil atingiu a marca de 10,5 milhões de conexões móveis em janeiro de 2009, segundo última edição do Balanço Huawei da Banda Larga Móvel”, apresentado hoje, em São Paulo. Um aumento de 50% com relação às 7 milhões de conexões registrada em dezembro de 2009. O salto tem explicação. Passou a contabilizar aparelhos celulares com acesso a dados que não entravam no cálculo das operadoras para conexões de banda larga até o início deste ano.

Do total de 10,5 milhões de conexões registradas em janeiro, 94% estão disponíveis a partir de celulares e apenas 6%, de modems. “A tendência é que os smartphones se tornem o principal dispositivos de acesso à internet superando o PC”, destaca Eduardo Tude, sócio e presidente da consultoria Teleco, que realiza o estudo trimestral.

Mundialmente, as vendas de dispositivos inteligentes somaram 174 milhões de unidades, representando 15,4% do total de 1,13 bilhão de aparelhos vendidos em 2009.

Além das 7 milhões de conexões registrada no fim de 2009 (crescimento de 227% em relação às 2,1 milhões de conexões de 2008), em dezembro as operadoras móveis atingiram a meta de cobertura estipulada para Anatel para 2012, atingindo 75% dos municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes. A expectativa é de atender cidades com 30 mil habitantes até abril de 2012.

De acordo com o estudo, 25,6% da população brasileira é atendida por quatro operadoras de banda larga móvel, em uma área que corresponde a 0,7% dos municípios atendidos, enquanto 11,1% da população é atendida por apenas uma operadora. As regiões brasileiras com maior oferta de banda larga móvel são a Sudeste (18,2%) e a Nordeste (11,5%) .

Banda larga fixa e móvel
Com base nos novos dados, na avaliação de Tude, o volume de acessos móveis no Brasil deve ultrapassar  o de banda larga fixa no segundo semestre de 2010. O Teleco também atualizou sua previsão para 2014, quando estima que o País tenha 60 milhões de acessos de banda larga móvel e 30 milhões de banda larga fixa.

O Brasil está na liderança da banda larga móvel na América Latina, com densidade de 3,6 acessos para cada 100 habitantes. A Argentina aparece na segunda colocação, com 2,1 acessos para cada 100 habitantes. A densidade média mundial do acesso móvel é de 9,5 acessos para cada 100 habitantes.

A queda do valor médio dos aparelhos de terceira geração também deve colaborar para a expansão do acesso móvel. De acorco com o estudo, no quatro trimestre de 2009, o valor mínimo de um celular 3G  desbloqueado caiu 29,5% em relação ao terceiro trimestre (de 424 reais para 299 reais).

Banda cara
Em termos de preços, o Brasil ainda possui a tarifa mais alta de banda larga móvel da América Latina., especialmente por conta da carga tributária e do subdimensionamento das redes, especialmente as de transmissão.

A mensalidade média de 74,90 reais por um pacote de dados de 500 MB por aqui supera o valor cobrado no Chile (47,97 reais), no México (37.,44 reais) e na Argentina (31,59 reais).

Em relação à moeda europeia, a banda larga móvel brasileira equivale a 84,90 reais, superando a oferta da Espanha (73,13 reais), de Portugal (57,67 reais) e do Reino Unido (21,52 reais).

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/telecom/2010/03/10/brasil-soma-10-5-milhoes-de-conexoes-de-banda-larga-movel/