O novo Portal Brasil do Governo Federal foi remodelado para atrair, facilitar a navegação e apresentar conteúdo a todos os tipos de usuários de internet no país, dentre eles os deficientes visuais, auditivos e motores. No entanto, os portadores de deficiências, especialmente a visual, ainda poderão ter dificuldade no acesso às informações.
Pela definição do portal, “acessibilidade significa permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, além de permitir o uso destes por todas as parcelas da população”.
A convite do IDG Now!, a diretora do projeto Acesso Digital, Lêda Spelta, que também é deficiente visual, navegou pelo site, mas não encontrou uma maneira “tranquila” de desfrutar de todos os seus conteúdos.
Além de se deparar com problemas constantes de instabilidades apresentadas pelo portal, Lêda contesta alguns itens empregados de forma confusa.
“Mas por que será que fazem tanta questão de chamar os “sites” de “sítios” e continuam chamando a página principal de home?”, questiona. O programa leitor de telas utilizado pela diretora lê o título da página como “Ômi – Portal Brasil”.
O caminho é árduo e sua condução exige paciência apurada. Ao chegar na área de busca, local onde o usuário pode selecionar o idioma e efetuar pesquisas com o auxilio de um filtro, links para navegação aparecem no lugar dos campos de seleção.
“E daí mergulhamos novamente num ponto baixo, onde encontramos um link com o seguinte texto: “Para navega and ccedil;and atilde;o via teclado, clique e v and aacute; direto para os conte and uacute;dos do portal  pular para o conteúdo” Imaginem um sintetizador de voz falando isso! Sem contar que já existe um link anterior com a mesma função”, explica Lêda.
Enquete em inglês
Na página destinada a informações e prestações de serviço sobre acessibilidade, Lêda foi convidada a participar de uma enquete virtual com os seguintes links: bad, below average, average, good e excellent.
“Será que esses descritores, assim como o “home”, estão aparentes para quem está vendo? Provavelmente não; devem fazer parte daquele lixo oculto dos sites, que prejudicam os deficientes visuais, da mesma maneira que a poeira varrida para baixo do tapete prejudica as pessoas alérgicas”, ressalta Lêda.
Sem bússola
Ao voltar para a página inicial, a usuária entra em uma série de links organizados em listas dentro de listas, onde o primeiro é “Navegação”. Apesar de terem o mesmo texto, explica a diretora, os cliques vão para endereços diferentes.
“Mais adiante, despenco no abismo total, no erro mais elementar de acessibilidade: link em imagem sem descrição textual. Depois disso ainda encontrei outras pérolas de inacessibilidade, tais como 6 links com o texto “Dominio Publico” e a instrução: “Copie o link ao lado:” Ao lado de quem, cara pálida?”, explica.
Para Lêda, a situação envolve não só a falta de discernimento do Governo em relação aos deficientes e sim questões politicas mais profundas.
“Será que, para se redimir de um decreto que estabelecia a acessibilidade dos sítios públicos equivocadamente só para deficientes visuais, o governo resolveu então lançar um portal sem realizar testes com nenhum deficiente visual?”, finaliza.

O novo Portal Brasil do Governo Federal foi remodelado para atrair, facilitar a navegação e apresentar conteúdo a todos os tipos de usuários de internet no país, dentre eles os deficientes visuais, auditivos e motores. No entanto, os portadores de deficiências, especialmente a visual, ainda poderão ter dificuldade no acesso às informações.
Pela definição do portal, “acessibilidade significa permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, além de permitir o uso destes por todas as parcelas da população”.
A convite do IDG Now!, a diretora do projeto Acesso Digital, Lêda Spelta, que também é deficiente visual, navegou pelo site, mas não encontrou uma maneira “tranquila” de desfrutar de todos os seus conteúdos.
Além de se deparar com problemas constantes de instabilidades apresentadas pelo portal, Lêda contesta alguns itens empregados de forma confusa.
“Mas por que será que fazem tanta questão de chamar os “sites” de “sítios” e continuam chamando a página principal de home?”, questiona. O programa leitor de telas utilizado pela diretora lê o título da página como “Ômi – Portal Brasil”.
O caminho é árduo e sua condução exige paciência apurada. Ao chegar na área de busca, local onde o usuário pode selecionar o idioma e efetuar pesquisas com o auxilio de um filtro, links para navegação aparecem no lugar dos campos de seleção.
“E daí mergulhamos novamente num ponto baixo, onde encontramos um link com o seguinte texto: “Para navega and ccedil;and atilde;o via teclado, clique e v and aacute; direto para os conte and uacute;dos do portal  pular para o conteúdo” Imaginem um sintetizador de voz falando isso! Sem contar que já existe um link anterior com a mesma função”, explica Lêda.
Enquete em inglêsNa página destinada a informações e prestações de serviço sobre acessibilidade, Lêda foi convidada a participar de uma enquete virtual com os seguintes links: bad, below average, average, good e excellent.
“Será que esses descritores, assim como o “home”, estão aparentes para quem está vendo? Provavelmente não; devem fazer parte daquele lixo oculto dos sites, que prejudicam os deficientes visuais, da mesma maneira que a poeira varrida para baixo do tapete prejudica as pessoas alérgicas”, ressalta Lêda.
Sem bússolaAo voltar para a página inicial, a usuária entra em uma série de links organizados em listas dentro de listas, onde o primeiro é “Navegação”. Apesar de terem o mesmo texto, explica a diretora, os cliques vão para endereços diferentes.
“Mais adiante, despenco no abismo total, no erro mais elementar de acessibilidade: link em imagem sem descrição textual. Depois disso ainda encontrei outras pérolas de inacessibilidade, tais como 6 links com o texto “Dominio Publico” e a instrução: “Copie o link ao lado:” Ao lado de quem, cara pálida?”, explica.
Para Lêda, a situação envolve não só a falta de discernimento do Governo em relação aos deficientes e sim questões politicas mais profundas.
“Será que, para se redimir de um decreto que estabelecia a acessibilidade dos sítios públicos equivocadamente só para deficientes visuais, o governo resolveu então lançar um portal sem realizar testes com nenhum deficiente visual?”, finaliza.

Mais informações: http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/03/08/acessibilidade-para-deficientes-e-ponto-fraco-em-novo-portal-brasil/