Quando a mãe do historiador Bruno Antonio Vicchi, 32, enviava seu Imposto de Renda pela internet no dia 21 de abril, não imaginava que seria um dos milhares de vítimas da pane que afetou os usuários do pacote antivírus McAfee no mundo.

Até 60 mil computadores com Windows XP SP3, segundo o blogEngadget, foram travados devido a uma atualização do antivírus que considerou um arquivo executável do Windows, o svchost.exe, como um malware. O antivírus, então, passou a deletar ou a isolar o arquivo e a travar os sistemas.

“Liguei para a McAfee e resolvi em parte o problema do computador -a entrada USB. Mas continuou não reconhecendo a rede”, diz Vicchi, que paga R$ 120 por uma assinatura anual de antivírus que cobre três computadores.

A atendente lhe disse que teria direito a uma extensão da assinatura de apenas três meses. No site da empresa, um comunicado informa que usuários domésticos afetados pela pane vão ganhar dois anos de ampliação no pacote antivírus.

Ao ligar para o suporte técnico da McAfee, a Folha esperou 17 minutos na última sexta-feira (segundo a lei do call center, o tempo máximo de espera é de um minuto).

O site Reclame Aqui) registra reclamações similares contra o atendimento da McAfee.

Outro lado

O diretor-presidente da McAfee no Brasil, Márcio Lebrão, disse que parte da falha foi resolvida no primeiro atendimento e admitiu que houve um problema de comunicação nas informações sobre a extensão da assinatura.

“A compensação está valendo para todos os usuários, e o Bruno está incluso nessa extensão também”, disse ele.

Lebrão credita a um “pico de demanda” o tempo em que a reportagem esperou por atendimento.

“Já encaminhamos o problema para a área de suporte, a fim de reduzir esse tempo.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u730765.shtml