FBI reclama de dificuldades para obter dados de celulares e videogames

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Dispositivos não-tradicionais de comunicação, como smartphones e videogames, apresentam um problema em particular para agências legisladoras que procuram por dados que possam revelar atividades criminosas, segundo informações do 2010 Computer Forensics Show, realizado em Nova York, Estados Unidos.

“Ferramentas forenses para celulares ainda estão em sua infância”, afirmou o examinador jurídico de uma equipe do FBI, Stephen Riley. “Há diferentes operadoras, aparelhos e cabos – tente acompanhar.” Smartphones podem se comunicar via SMS, MMS, e-mail e internet móveis, VoIP e as redes de voz tradicionais, diz Riley, tornando cada máquina um potencial baú de informações e ao mesmo tempo um pesadelo para descobrir as evidências.

Obter mensagens SMS depende do modelo do telefone, operadora, hora do dia e até mesmo país no qual o aparelho é utilizado. Cartões SIM de celulares carregam informações potencialmente úteis para a Justiça, mas a menos que ela esteja associada ao número de identificação do telefone, ela é inacessível. Talvez o recurso de desbloqueio pessoal, controlado pelas fabricantes, poderia destravar esses dados, mas isso requer o conhecimento da marca e do modelo do celular, afirma Riley.

A disponibilidade imediata dos celulares também é um problema. Buscas em residências de suspeitos podem resultar em vários aparelhos que não são utilizados e nunca foram jogados fora, mas consomem tempo da investigação.

Videogames também são um problema . Eles podem ser utilizados para enviar e-mails e acessar a internet, mas possuem pouca memória interna. Assim, qualquer informação armazenada no dispositivo pode ser rapidamente apagada e perdida para sempre, segundo Riley. “Você pode acessar a internet com o Wii e ele nem salva o histórico dos sites acessados. Se você digitar um endereço e navegar dez minutos mais tarde não haverá registros de nada.”

Em outras palavras, os usuários podem enviar e-mails pela web sem deixar rastros. “Isso é um problema”, diz Riley.

Enquanto isso, o FBI continua procurando ajuda de setores privados para proteger a infraestrutura, esperando que profissionais de TI possam agir como olhos e ouvidos para detectar atividades de terroristas antes que eles consigam alcançar seus objetivos.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/04/26/fbi-reclama-de-dificuldades-para-obter-dados-de-celulares-e-videogames/

Prejuízo com fraudes na internet dobram em 2009, diz FBI

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NOVA YORK (Reuters) – O prejuízo comunicado por vítimas de fraudes na Internet dobrou em 2009, com muitas queixas ligadas a esquemas em que foi usado o nome do FBI, informou a agência nesta sexta-feira.

A perda total subiu para 559,7 milhões de dólares no ano passado, dos 264,6 milhões de dólares registrados em 2008, com base em valores comunicados ao Centro de Queixas para Crimes de Internet, parceria entre o FBI e o Centro Nacional de Crimes de Colarinho Branco dos Estados Unidos.

O número de queixas recebidas pelo centro aumentou 22 por cento, de 275.284 para 336.655.

Os casos em que criminosos fingiam ser integrantes do FBI para conseguir informações das vítimas representaram 16,6 por cento do total de queixas.

Já 11,9 por cento das queixas se referem a fraudes em que vendedores não enviavam seus produtos, ou que compradores não pagavam, ao passo que fraudes em que as vítimas pagavam primeiro para não serem recompensados representaram 9,8 por cento.

Cerca de 65,4 por cento das fraudes foram originadas nos EUA, enquanto 9,9 por cento na Grã-Bretanha, 8 por cento na Nigéria e 2,6 por cento no Canadá.

Fraudes na Internet têm sido um problema crescente por muitos anos, e as queixas podem representar apenas uma pequena parcela do prejuízo total das vítimas de fraudes.

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/03/12/prejuizo-com-fraudes-na-internet-dobram-em-2009-diz-fbi.jhtm

FBI “infiltra” agentes no leste europeu para prender crackers

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Com o objetivo de prender crackers (criminosos da Internet), o FBI, popular agência norte-americana de investigação, está ampliando suas fronteiras para a Europa Oriental. Os agentes especializados em crimes virtuais estão sendo alocados para trabalhar em países como Estônia e Ucrânia.

Nos últimos meses, os norte-americanos estão investigando, com o apoio das policias locais, casos internacionais de crimes virtuais. A informação foi divulgada por Jeffrey Troy, chefe da divisão de cibercrimes do FBI, durante a RSA Conference, evento que acontece esta semana em São Francisco (EUA). Como os crimes na Internet costumam “ignorar” qualquer fronteira, esse tipo de ação é vital.

A nova iniciativa no mundo virtual foi inspirada em uma ação realizada em 2006, na Romênia, que terminou com a prisão de 100 acusados. Em casos fora da Internet, a colaboração é mais antiga. No momento, o FBI tem agentes especializados em crimes virtuais na Estônia, Ucrânia, Romênia e Holanda.

Logicamente, esses países não foram escolhidos por acaso. Especialistas em segurança afirmam que a Ucrânia é o lar de um grande número de criminosos especializados em furtar dados de contas bancárias, com a criação de pragas virtuais como o cavalo de tróia (programa que captura senhas) Zeus.

“A Ucrânia é um grande problema”, afirma Paul Ferguson, pesquisador da Trend Micro. “Eu a colocaria acima da Rússia (no ranking do países com maior incidência de criminosos virtuais)”, completa.

Recentemente, o FBI colaborou com a polícia espanhola para tirar do ar uma das maiores botnets já vista, a Mariposa, que contava com milhões de computadores zumbis controlados remotamente por crackers.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/03/05/fbi-201cinfiltra201d-agentes-no-leste-europeu-para-prender-crackers/