Policiais dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda prenderam mais de 20 pessoas nesta terça-feira, como parte de uma investigação sobre ataques cibernéticos de grande porte.

A maioria das detenções ocorreu nos EUA, onde o FBI disse ter colocado sob custódia 16 suspeitos de hackear computadores. Catorze dessas pessoas são suspeitas de ter participado de um ciberataque contra o sistema de pagamentos online PayPal, reivindicado pelo grupo hacker Anonymous, disse o FBI.

Na Grã-Bretanha, um adolescente foi preso em Londres, enquanto outros quatro suspeitos eram detidos pela polícia holandesa.

“Vingança” pelo WikiLeaks
O ataque ao PayPal foi uma suposta “vingança” pelo fato de o site de pagamentos ter fechado uma conta de doações destinadas ao WikiLeaks. As prisões do FBI relacionadas ao PayPal foram realizadas nos Estados de Alabama, Arizona, Califórnia, Colorado, Washington DC, Flórida, Massachusetts, Nevada, Novo México e Ohio, disse a polícia em um comunicado.

Outras duas pessoas foram detidas na Flórida e em Nova Jersey, sob suspeita de outros casos de ciberataques. Em Londres, a Scotland Yard (polícia metropolitana) disse à BBC que prendeu um jovem de 16 anos, acusado de ter desrespeitado uma lei de mau-uso do computador. “A polícia metropolitana está se unindo ao FBI e às (autoridades holandesas)”, disse um porta-voz da Scotland Yard.

Além do ataque ao PayPal, o grupo Anonymous também derrubou temporariamente os sistemas da Visa e da MasterCard no ano passado, depois de as empresas congelarem contas ligadas ao WikiLeaks. A Amazon também foi alvejada (em um ataque fracassado), por ter removido conteúdo do WikiLeaks de seus servidores.

O grupo hacker usou a tática de distribuição de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês) para tentar tirar os sites das empresas do ar. Um ataque pelo sistema DDoS envolve “inundar” o site alvo com dados, numa tentativa de sobrecarregá-lo para que ele fique incapaz de servir aos usuários legítimos.

LulzSec
No mês passado, um adolescente britânico de 19 anos foi preso e solto sob fiança, acusado de participar dos ataques do grupo de hackers LulzSec a sites internacionais. O LulzSec ganhou notoriedade ao invadir sites visados e considerados de alta segurança, como o da CIA (Central de Inteligência Americana), do Senado americano, dos canais de TV Fox e PBS e de multinacionais como Sony e Nintendo.

Um braço brasileiro do grupo, LulzSecBrazil, reivindicou ataques a vários sites do governo, entre eles o da Presidência da República, da Receita Federal, do IBGE e da Petrobras.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5250689-EI12884,00.html