Desde que entraram em vigor, as novas regras de segurança do Facebook têm vindo a ser criticadas. Parte dos utilizadores não percebe como tirar o melhor partido das funcionalidades, e acaba por deixar exposta na Internet a informação que pretende manter privada.

Ron Bowles, um perito em segurança informática, anunciou na passada semana, ter recolhido e publicado num site uma lista com dados pessoais de 100 mil utilizadores da rede social, numa acção que chamou de “ataque ético”, com o objectivo de trazer a público as fragilidades da rede social.

A acção “reforça o argumento para que haja um maior nível de privacidade, e prova a necessidade de uma configuração original (dos dados) mais exclusiva”, sublinha Bowles, citado pela imprensa internacional. O revés da acção é que a lista já anda a circular na web, e só no Pirate Bay um milhar de utilizadores teve acesso aos dados; que não englobam endereços de e-mails ou números de telefone.

Apesar do programador ter sido o primeiro a fazer a compilação deste dados, os responsáveis pelo Faceboock tinham já anteriormente sido alertados para essa possibilidade.

Simon Davies, da ONG Privacy Internacional, em declarações à BBC, frisou que a lista foi feita graças “à confusão em torno das configurações de privacidade” e que o Facebook deveria ter antecipado esta acção e tomado medidas para a prevenir.

Em comunicado, o Facebook assegura que nenhuma informação privada ficou disponível ou foi comprometida. Além disso, frisa que os dados estavam disponíveis antes do anúncio de Bowles num directório que recolhe os utilizadores cujo perfil está aberto, nem que seja parcialmente.

Fobte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1632783