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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente, nesta sexta-feira, à inauguração do centro de tecnologia eletrônica avançada Ceitec, a primeira fábrica de chips da América Latina, em Porto Alegre (RS). Na ocasião, afirmou que o governo vai liderar o processo de expansão do acesso à internet embanda larga no País.

Segundo ele, o governo quer fazer parcerias com empresas de todos os portes e está disposto a ouvir as demandas da sociedade – incluindo as mais de 100 mil lanhouses no País. Não deixará, no entanto, de levar adiante o Plano Nacional de Banda Larga, que deve ser anunciado neste mês.

O presidente afirmou que após o Carnaval irá reunir algumas instituições para discutir sobre as demandas que podem ser supridas pela Ceitec. “Precisamos agora, praticamente, enquadrar o governo e as instituições brasileiras para comprar o que a gente precisa aqui (na Ceitec).” Segundo o presidente, a casa da Moeda, o banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Previdência são potenciais clientes da empresa.

A Ceitec é uma empresa estatal com fins lucrativos, criada por decreto presidencial, em dezembro de 2008, e vinculada ao ministério da Ciência e Tecnologia – que investiu mais de R$ 400 milhões nessa indústria de semicondutores. O investimento feito na Ceitec tem como principal objetivo o desenvolvimento da indústria eletrônica brasileira por meio da implantação de uma base sólida no setor de semicondutores.

Banda larga para todos
“O governo vai assumir a responsabilidade de levar a banda larga para todos os rincões deste País”, afirmou Lula em discurso durante inauguração do Ceitec. O governo estuda transformar a Telebrás em seu braço na iniciativa da banda larga.

O presidente rebateu as críticas de que seu governo quer estatizar setores da economia. Segundo ele, o Executivo deve mostrar “bala na agulha” para fazer com que o empresariado feche parcerias com o governo ou baixe seus preços. “Não queremos estatizar por estatizar”.

Lula argumentou ainda que as empresas públicas devem buscar o lucro. Para ele, essa é a visão dos “comunistas modernos”. “Tem que ser tudo superavitário, porque senão o Estado quebra, como quebraram.” O presidente afirmou ainda que o Brasil precisa “sair da mania da pequenez” para entrar na mania da grandeza sem soberba.

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