SÃO PAULO – A Itautec, empresa de tecnologia da Itaúsa, quer ampliar sua presença no varejo de computadores para fazer frente ao crescimento das gigantes norte-americanas HP e Dell. Para isso, a companhia vem de uma fase de reorganização diretiva, com contratação de novos executivos, entre vice-presidentes e diretores.

A estratégia da Itautec, que no primeiro semestre deste ano teve lucro líquido de R$ 21 milhões (R$ 15,2 milhões no segundo trimestre), é firmar parceria com grandes redes do comércio brasileiro. “Queremos ser competitivos e fortes”, disse o vice-presidente da recém-criada unidade de computação da companhia, José Campos. Para viabilizar o projeto de crescimento da marca a partir deste ano, a Itautec investiu R$ 34 milhões, cifra que deve ao menos repertir-se na segunda etapa de 2010, segundo o vice-presidente.

Mesmo em vias de pôr em prática seu plano de aumentar a penetração dos computadores com a marca da companhia no mercado, o presidente da Itautec, Mário Anseloni (ex-presidente da HP Brasil até janeiro deste ano), rejeita a ideia de tirar o foco do mercado corporativo. “Se você for na maioria das lojas que não vendem nossos produtos, provavelmente o computador que eles usam para registrar a venda tem o nosso nome. O problema é que eles ainda não estão na prateleira.”

De acordo com Anseloni, haverá uma ampliação de até 35% no número de pessoas para viabilizar a cobertura da empresa no País. “Hoje a cobertura de vendas da Itautec não é adequada às estratégias de negócios que nós temos. Então vamos trabalhar para estabelecer novos canais e parceiros de negócios”, disse.

ATM

Além de aumentar a presença no Brasil, a empresa também almeja uma fatia maior na venda de tecnologia para automação bancária (ATM), mas neste segmento, os olhos da Itautec estão voltados para a África. “Temos observado várias oportunidades de negócios por lá. Mas a perspectiva de negócio neste continente tem me chamado muito a atenção, porque antes eu não estava tão antenado a esse foco de negócios, que agora virou um mercado estratégico para a empresa”, disse Anseloni.

Segundo ele, a empresa já tem uma consistência de atuação em países como: Angola, Moçambique e na própria África do Sul, “onde a gente está com diversas oportunidades de negócios”. “Em eventos no continente, vários bancos importantes, de diversos países da África nos procuraram.”

Há menos de dois meses a empresa vendeu por R$ 69 milhões a Tallard, braço do grupo para distribuição de tecnologia do grupo.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=338955