Levantamento realizado pela Akamai, empresa fornecedora de serviços baseados em nuvem para otimização da entrega de conteúdo e aplicações Web e móveis, representada no Brasil pela Exceda, e divulgado nesta segunda-feira, 18/10, revela que no primeiro trimestre de 2010, mais de 487 milhões de endereços IP únicos de 233 países/regiões conectaram-se à rede da Akamai.

Isso significa 7,2% mais endereços IP que o contabilizado no quarto trimestre de 2009 e 16% mais que no mesmo trimestre do ano passado. O Brasil registrou 11 milhões de endereços únicos. Batizado de ” O Estado da Internet”, o levantamento constata ainda que embora a alteração anual seja, em termos gerais, consistente com o nível visto no quarto trimestre de 2009, a alteração trimestral foi cerca de 75% maior que a observada no quarto trimestre, indicando, possivelmente, um crescimento acelerado nos níveis de penetração da Internet.

O levantamento apura que há 487 milhões de endereços IP únicos, mas a Akamai projeta que esses endereços correspondem a aproximadamente um bilhão de usuários web. Isso ocorre porque, em alguns casos, explica o levantamento, vários indivíduos podem ser representados por um único endereço IP (ou pequeno número de endereços IP) ao acessar a Internet por meio de um firewall ou servidor proxy.

Inversamente, usuários individuais podem ter múltiplos endereços IP (portátil, sistema pessoal/doméstico, laptop de negócios etc). Estados Unidos e China responderam por cerca de 40% dos endereços IP observados. o Brasil ficou na 9ª posição, com mais de 11 milhões de endereços únicos.

Ainda durante o primeiro trimestre de 2010, a Akamai observou tráfego de ataque com origem em 198 países em todo o mundo. A Rússia permaneceu como a origem principal do tráfego de ataque, responsável por 12% do total Os Estados Unidos e a China novamente ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, respondendo por aproximadamente 20% do tráfego de ataque observado. O Brasil se encontra no quinto lugar e responde por 6% do tráfego de ataques.

A concentração de tráfego de ataque voltou aos níveis observados no terceiro trimestre de 2009, com as 10 principais portas novamente responsáveis por quase 95% do tráfego de ataque observados. O levantamento apurou ainda quando os dados são agregados no nível continental, a Europa foi responsável pelo maior percentual de ataques observados no primeiro trimestre, tanto no nível geral quanto em ataques observados com origem em redes móveis conhecidas. A porta 445 continua a ser a porta mais visada para ataques, novamente tanto no nível geral quanto para tráfego de ataque com origem em redes móveis conhecidas.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=24039&sid=4