Executivo afirmou que os primeiros Ultrabooks devem chegar até o fim do ano Foto: Fernando Siqueira/Intel/Divulgação

O Brasil, país com maior crescimento em venda de PCs na América Latina nos últimos cinco anos, é uma das apostas da Intel para continuar inovando e crescendo, segundo Shmuel “Mooly” Eden, vice-presidente corporativo e gerente geral do PC Client Group da Intel. O executivo falou sobre o futuro do PC nesta terça-feira, em São Paulo, na abertura da 13ª edição do ICC (Conferência de Canais), um treinamento para revendas e integradores de tecnologia. Presente no terceiro maior mercado de PCs no mundo – atrás apenas dos Estados Unidos e da China -, a empresa investe no Brasil, onde está “sempre olhando as oportunidades”.

Muito bem-humorado,o israelense Mooly abriu o “show” com um vídeo em que apareciam os pinguins da animação Madagascar mostrando o processador Core i5. E falou, para uma plateia praticamente lotada no Auditório Elis Regina, no Anhembi, sobre evolução, a transformação da indústria de PCs e o papel do Brasil como um dos grandes mercados.

Em 2000, lembrou Mooly, 12% dos computadores eram para uso pessoal, e 88% para o mercado corporativo. No ano passado, 72% das máquinas foram para uso pessoal. “Ocorreu um fenômeno semelhante ao da telefonia, que explodiu com a chegada do celular e a personalização.” No início, se falava em um PC por domicílio, depois em um PC por cômodo da casa. Hoje, se fala em um notebook por pessoa.

A experiência do usuário é fundamental, disse Mooly. E a empresa, ao acelerar uma nova classe de computadores portáteis, quer mais uma vez fazer uma revolução: e vem aí o Ultrabook. A Intel criou um fundo de US$ 300 milhões para o desenvolvimento das tecnologias, novos modelos de uso, novos componentes.

O dispositivo, que vai combinar o desempenho e a capacidade dos notebooks com características de tablet, pretende entregar ao usuário uma experiência segura, ágil e rápida, com um design elegante. Um aparelho ultrafino, ultrarrápido, ultrasseguro e ultrassurpreendente.

Os primeiros lançamentos mundiais devem acontecer até o final deste ano, com preço estimado em US$ 999 ou menos – e que deve baixar com o tempo. “Será um monstro”, disse Mooly. “A vida da bateria passará de 5 ou 6 horas para o dia inteiro, 12 a 20 horas”. Para ele, “será fascinante a maneira de comunicação com esses dispositivos, será fantástica, ele fala comigo, responde a minha voz ou gesto, não me deixa esperando”.

Mooly falou ainda sobre as tecnologias que tornam possível o desenvolvimento do Ultrabook, e projetou que em 2013 “terei o tablet quando eu quiser e o PC quando eu precisar, no mesmo dispositivo”. “A única maneira de inventar o futuro é criá-lo”, lembrou Mooly – e é o que a Intel, mais uma vez, quer fazer.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5309316-EI15608,00.html