A demonstração de que é possível fraudar eleições realizadas com urnas eletrônicas criou uma situação curiosa na Índia. O líder da equipe responsável pela demonstração da vulnerabilidade, o pesquisador Hari Prasad, foi preso por não revelar a fonte que lhe forneceu uma das urnas para a realização dos testes.

Prasad, juntamente com o professor da Universidade de Michigan, nos EUA, Alex Halderman, e o ativista holandês Rop Gonggrijp, demonstraram no início deste ano que o sistema eletrônico de votação pode ser manipulado. A demonstração pode ser conferida em um site na internet (http://indiaevm.org/). A urna eletrônica indiana é similar a utilizada nas eleições do Brasil.

Segundo os responsáveis pelo teste, um dos ataques envolve a substituição de uma pequena peça da urna, similar ao componente real, pela qual a máquina pode ser instruída a transferir parte dos votos para um dos candidatos. Outra demonstração foi capaz de alterar os votos armazenados na urna eletrônica.

“Esses ataques não são complicados ou difíceis de serem feitos, mas seriam difíceis de serem detectados ou evitados. A melhor maneira de prevenir é contar os votos utilizando-se as cédulas de papel”, diz o site sobre a apresentação dos testes, defendendo o sistema de impressão dos votos.

Prasad chegou a combinar um teste com a comissão eleitoral indiana, mas a entidade recuou e ele conseguiu uma urna graças a uma fonte anônima. A decisão de não revelar essa fonte foi o argumento usado pelas autoridades indianas para a prisão do especialista.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=23533&sid=18