Roubo de números de cartões de crédito são coisa do passado. Autoridades da Europa, Nova Zelândia e Japão descobriram uma nova modalidade de crime cometido por hackers: roubo de créditos de carbono.

Ao longo desta semana empresas descobriram que os ataques conseguiram acesso não autorizado a contas online em que são mantidos os certificados de créditos de carbono.

Estima-se, segundo a BBC, que hackers roubaram cerca de 250 mil créditos de carbono de seis empresas – avaliados em um total de US$ 4 milhões. Outras duas mil empresas alemãs foram alvo do mesmo grupo e teriam sido roubadas em mais US$ 2,1 milhões. Os créditos foram imediatamente revendidos por um valor desconhecido. Os compradores, que pensavam se tratar de uma transação legal, não foram revelados.

Os hackers enviaram e-mails a empregados das companhias em nome da Autoridade Alemã de Transações de Emissões, onde os créditos são registrados, afirmando que precisavam recadastrar novamente suas contas. O e-mail tinham um link para uma página falsa, na qual os funcionários, entrando com suas senhas, permitiram que os hackers, acessando a verdadeira página, transferissem os créditos para outra conta.

As leis ambientais fixam limites para os gases que as empresas podem emitir. Ultrapassando estes limites, é necessária a compra de créditos de carbono para que continuem produzindo. Na Europa, foram negociados em 2009 cerca de 8 milhões de toneladas de CO2 – em um total de US$130 bilhões.

Diante da fraude, a Autoridade Alemã de Transações de Emissões suspendeu o acesso a seu banco de dados por uma semana enquanto ocorre a investigação.

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