Ao nível do software, a Google pretende criar uma rede social baseada no seu sistema de correio eletrônico GMail, agregando diferentes serviços. No hardware, apresentou um protótipo de um tablet que pressupõe um ambiente de trabalho multitarefa, algo que falta ao “iPad” e cuja lacuna foi muito criticada.

“A Google é suficientemente arrogante para desafiar a Apple e o Facebook no mesmo ano” e “sentir que vai ganhar”, escreveu Robert Scoble no seu blogue Scobleizer, ao revelar esta semana que três funcionários da Google lhe garantiram que a empresa “vai lançar” um sistema de atualização para “competir com o Facebook e oTwitter“.

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Scoble aponta duas funcionalidades dinamizadas recentemente pela Google:

  • Google Profiles, em que se pedem mais dados pessoais para disponibilizar publicamente à rede de contatos pessoais, muito à semelhança dos perfis no Twitter ou no Facebook.
  • “Ligações por círculo social”, lançadas no final de Janeiro. Estas ligações nos contatos são agrupadas por amigos, família ou colegas de trabalho, mas alargam-se a “amigos” dos contatos, criando uma rede infindável de interligações personalizadas.
  • As semelhanças com outras redes sociais são enormes e assustadoras ao perceber o que a Google pode agregar a partir de contas pessoais em redes externas como o Twitter, FriendFeed (comprado pela Facebook), LinkedIn, de selecção musical como a Last.fm, nas escolhas do Google Reader ou fotos do Picasa.

    A lista de relações é enorme, como é possível testar por quem tem conta no GMail, e aumenta consoante o número de contatos.

    A grande vantagem para a Google, que conhece a dinâmica das redes sociais através do Orkut, é a colocação publicitária em todas estas ferramentas, recolhendo lucros onde a concorrência ainda procura modelos de negócio sustentáveis.