No perfil do brasileiro que co-fundou o Facebook, Eduardo Saverin, de 28 anos, existem apenas dois posts públicos, dos quais o último é uma foto postada no dia 5 deste mês. Há mais rumores sobre o brasileiro do que fatos reais que deem pistas do que o ex-estudante de Harvard tem feito profissionalmente. A aparição de Saverin se deu por meio de post no blog da rede de TV CNBC, no qual o brasileiro falou sobre a experiência de se ver retratado no cinema. O filme “The Social Network” (A Rede Social) estreou no dia 1º. deste mês nos EUA e deve chegar ao Brasil em 3 de dezembro. Baseado no livro “The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook, a Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal”, de Ben Mezrich, o filme retrata a criação da rede social e, claro, tem personagens baseados em Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg.

No post, intitulado “O que aprendi ao assistir ‘A Rede Social'”, Saverin destaca que, mais importante do que a precisão do roteiro, o que valeu para ele, no filme, foi que o empreendedorismo e a criatividade, difíceis de executar, são os mais importantes motores do crescimento dos negócios e da economia, de forma geral. E ressaltou o florescimento de empresas jovens, “que sequer existiam apenas 30 anos atrás”, como a Microsoft, Apple e Google, que são drivers da economia e estão entre as dez maiores em valor de mercado.

“Com o Facebook, nós construímos um produto porque acreditamos nele e em sua função. Hoje, o Facebook afeta o mundo de muitas maneiras, mais do que as previstas no projeto inicial em Harvard. Mark Zuckerberg desenvolveu com sucesso um mundo inteiramente novo de interações diárias e o Facebook traz as ações cotidianas para a conduta online todos os dias”, escreveu Sarin. Para o brasileiro, no mundo digital, as fronteiras são permeáveis.

O fato de Sarin tornar pública sua opinião sobre o filme é um comportamento sui generis do brasileiro. Desaparecido da mídia desde que saiu do Facebook, Saverin era considerado o melhor amigo de Zuckerberg. Foi um dos primeiros investidores da rede social e CFO da empresa, nos seus primórdios, quando ainda era chamada Thefacebook.

Ambos se desentenderam sobre o sentido do Facebook, a empresa foi reestruturada e Saverin foi colocado para fora do controle da rede. Nessa época, a participação de Saverin no controle do Facebook teria caído de 30% para 5%, o que gerou um processo judicial movido pelo brasileiro contra Zuckerberg. Aparentemente, o conflito foi resolvido e Saverin ficou com 5% das ações, que valem, atualmente, entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

Segundo reportagem do site Silicon Valley, Zuckerberg tinha a ideia e Saverin o dinheiro. Mais tarde, após Saverin arrumar um outro emprego, a tensão entre os dois aumentou e Zuckerberg decidiu excluí-lo do Facebook.

Em outra conversa vazada anteriormente no mês passado, Zuckerberg oferece informações sobre seus colegas de Harvard, até então únicos usuários do site, e os chama de idiotas por postarem seus dados na rede de relacionamentos.

Acionistas
O Facebook tem como acionistas o CEO Mark Zuckerberg, com 24% do total das ações, Accel Partners, com 10%, Dustin Moskovitz, com 6%, Digital Sky Technologies, com 5%, e Eduardo Saverin, com 5%. Existem ainda outros sócios minoritários como Reid Hoffman (fundador do LinkedIn) e Mark Pincus (fundador da Zynga, proprietária do FarmVille, entre outros).

Fonte: http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=15967