O ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou ontem que o governo incentivará empresas a produzir componentes para veículos elétricos. Segundo ele, o Brasil precisa entrar nesse mercado. “Hoje, o etanol nos dá vantagem competitiva. Mas o motor a explosão é muito ineficiente.”

Com a pressão mundial por veículos mais limpos, muitos países têm investido em carros elétricos e híbridos (que funcionam tanto a gasolina quanto com eletricidade). Porém, no Brasil, o foco se voltou para os carros flex – que utilizam etanol ou gasolina -, tecnologia incomum no exterior.

O incentivo será feito por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e integra um conjunto de subvenções que totalizam R$ 500 milhões. O ministro não quis dar detalhes do programa porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará sobre o assunto hoje. Não ficou claro, por exemplo, se as montadoras vão receber os recursos.

“Esse anúncio vai ser feito pelo presidente da República amanhã (hoje). Terei de voltar correndo a Brasília porque vou ter uma reunião para discutir a questão do carro elétrico.” Segundo ele, além da subvenção, “serão anunciadas medidas de incentivos fiscais e financeiros e organização do sistema para que o Brasil entre de maneira mais decidida nessa corrida.”

Há um ano e meio, o MCT começou a reunir fabricantes de baterias, pesquisadores e fabricantes de motor elétrico para debater o assunto.

O anúncio do incentivo estava previsto para o início de junho, mas foi adiado depois de o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, ponderar que o plano deveria incluir incentivos aos carros flex. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pressiona pela redução definitiva do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros flex.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100727/not_imp586452,0.php