O multibilionário americano Bill Gates é o homem mais rico do mundo da tecnologia, aponta o ranking da Bloomberg que lista os dez “tech billionaires”. E também é, de acordo com a revista Forbes, “o homem mais generoso do planeta” – além de o segundo mais rico no mundo. Presidente e cofundador da Microsoft, Gates, 56 anos, se concentra agora na filantropia por meio da Fundação Bill e Melinda Gates, fundada por ele em 1999, e que leva a cabo numerosos projetos contra a pobreza e as enfermidades em países do terceiro mundo. Ele ainda é o responsável por uma iniciativa que congrega cerca de 70 multimilionários que se comprometem a doar, em vida, metade de suas fortunas para causas ‘do bem’.

De acordo com a última pesquisa publicada na Forbes, Gates já doou US$ 28 bilhões para projetos beneficentes (dados de junho de 2011). Ao segundo homem na lista dos doadores mais generosos da revista, Warren Buffett, amigo de Gates e parceiro no grupo de magnatas voltados para causas sociais, correspondeu a cifra de US$ 8,3 bilhões em doações. Depois vêm o megainvestidor George Soros (US$ 8 bilhões), o cofundador da Intel, Gordon Moore (com US$ 6,8 bilhões doados) e o mexicano Carlos Slim (o homem mais rico do mundo) que doou US$ 4 bilhões.

O dinheiro de Gates vai para fins tão diversos quanto o departamento de Ciências da Computação em Harvard, bibliotecas, projetos em universidades e escolas de nível médio e entidades ligadas à caridade em Seattle. Nos Estados Unidos, o principal projeto da Fundação criada por ele em 1999 é voltado para a educação, principalmente em treinamento de professores.

História de sucesso
Bill, ou melhor, William Henry Gates III, nasceu em 28 de outubro de 1955 em Seattle (Washington) e desde muito jovem se interessou pela informática. No colégio, integrou um grupo de programadores adolescentes no qual conheceu o amigo Paul Allen. O rapaz tímido, com cabelos revoltos e óculos grossos e que não chamava a atenção das garotas se matriculou, em 1973, na prestigiada universidade de Harvard mas nunca chegou à gradução, já que em vez de estudar se dedicou a criar uma nova versão da lingugagem de programação Basic.

Em 1975, Gates e Allen fundaram a Microsoft em Albuquerque (Novo México). Quatro anos depois, mudaram-se para Seattle e finalmente, em 1986, para a pequena localidade de Redmond, em Washington, onde a empresa tem sua sede até hoje.

Mais tarde, a Microsoft marcou outro hit em sua história com o lançamento do sistema operacional Windows, que quase dez versões depois ainda é o SO que roda na maioria dos computadores pessoais em todo o mundo. Então, em pleno sucesso, Gates optou, em 2000, por se distanciar dos negócios e concentrar-se na filantropia através da fundação que criara e à qual, logo em seguida, acrescentou o nome de sua mulher, Melinda.

O casal, pouco a pouco, começou a arrecadar fundos de doadores públicos e privados para suas iniciativas e projetos destinados a erradicar a pobreza, ampliar as oportunidades de educação e melhorar o acesso à atenção sanitária e à tecnologia da informação nas comunidades mais desfavorecidas do planeta. Em 2006, a Fundação Bill e Melinda Gates recebeu o Prêmio Príncipe de Astúras de Cooperação Internacional pelo seu exemplo de generosidade na luta contra as doenças e as injustiças.

Em seguida Gates anunciou que abandonaria suas tarefas diárias na Microsoft para dedicar-se completamente à filantropia, sendo sucedido por Steve Ballmer, que já atuava como presidente.

Em 2008, Gates estabeleceu, com Warren Buffett (o terceiro homem mais rico do mundo) a iniciativa “The Giving Pledge”, pela qual um grupo de magnatas se comprometeu a doar, em vida, a metade de suas fortunas para boas causas – são hoje cerca de 70 multimilionários comprometidos.

Gates, um firme defensor da ideia de que os mais afortunados devem ser o que mais contribuem para ajudar os mais pobres, destacou o êxito de seu trabalho filantrópico em janeiro deste ano, na Índia, onde se completou um ano sem registrar sequer um caso novo de pólio – graças ao dinheiro investido por sua fundação em programas de erradicação da doença. “Esta é uma meta maiúscula”, disse ele na ocasião.

Casado com Melinda desde 1994, com quem tem três filhas e leva uma vida tranquila em sua casa em Washington, Gates também arrecadou mais de US$ 4 bilhões para obter uma vacina contra a malária – cujos primeiros ensaios obtiveram excelentes resultados.

O ranking da Bloomberg sobre o bilionários da tecnologia pode ser acessado pelo atalho bit.ly/Ad3v3K.

(com informações da Efe, Bloomberg e Forbes)

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5657145-EI12884,00.html